quinta-feira, 26 de setembro de 2013


Nada desse paladar doce
Amanheci num mar de sal
Nada de cantar uma canção de amor
Adormeci, trinquei o cristal
Nada de viver um sonho bom
Você e eu fora do tom
Nada de justificar a nossa dor
Não me esqueci quem me sangrou
Uma ferida que não quer fechar
Uma saída pra não se encontrar
Quando eu lhe dei meu melhor vinho, você cuspiu
Quando eu lhe dei meu melhor sorriso, você fingiu que não viu
Mas agora vá viver nesse poço escuro
De uma dor sem fundo
Porque não tenho tempo de errar
Todos os erros do mundo

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia
Ainda é cedo
Cedo, cedo
Cedo, cedo...
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: "Você tem medo."
Aí eu disse: "Quem tem medo é você."
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
"Eu não sei
Mais o que eu sinto por você
Vamos dar um tempo
Um dia a gente se vê."
E eu dizia
Ainda é cedo
Cedo, cedo
Cedo, cedo...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Decepções a parte.

Boa noite, para aqueles que deitam na cama e conseguem dormir. Parabéns para aqueles que aprenderam a viver sozinhos. Felicitações para aqueles que riem e sorriam das coisas simples. Alegrias para aqueles que estão juntos, sabendo que é isso que querem. Admiro pessoas assim, com vontade de viver. Admiro ainda mais aqueles que se separam e ficam bem, amigos até.  Aquele que não se deixa levar pelo passado e vive o agora, e tem planos que pode alcançar no futuro. Não venho falar de mim desta vez, aliás nunca falei só de mim. Vejo a alegria que é a liberdade para uma pessoa, a arte de voar para onde quiser, são raros os DNA's que se encontram essa magia. Admiro pessoas que tem vários amigos, isso quer dizer que elas são pessoas boas e elas sabem que são. Vejo pessoas também sem saberem para onde o mundo vai, e é a característica que mais me enquadro, sem saber pra onde eu vou. Admiro casais que se amam de verdade, mas tenho mais ódio quando e sempre lembro de nós. As feridas dessa vida realmente eu quero esquecer, parar de ouvir velhas novidades e partir para o meu bem, mas como é difícil. Acredito que me doei demais por um grande tempo da minha vida, e com o tempo veio a insatisfação, eu perdi os olhos que tinha antes, de como se vê a vida, de como ela pode ser bela se eu quiser. Agora que fracassei, vejo que depende só de mim me fazer bem. Não quero mais empurrar a vida com a barriga mas todo dia vejo que faço isso, como uma bola de neve de decepções, mau humor, raiva de ter que levantar da cama, está acumulando e não sei onde vai parar, não sei se estou perto do fim ou se quero recomeçar. Sinto muito por eu ter me tornado esse cara, com vergonha de se olhar no espelho, por ter toda essa incapacidade de lidar com tudo. Esse cara que não tem mais um sorriso amarelo no rosto, apenas risos sarcásticos, forçados ou com o rosto fechado. Me limitei e cheguei ao meu limite, meu peito dói a cada respirar. Eu me decepcionei comigo, acreditei naqueles instantes em uma vida com mais alegria, espero que estes instantes continuem aparecendo. Luz. Paz. Sem amor. Sem aquele sorriso. Quero dar uma chance pra vida, mas ela não quer me levar junto. Quem sabe a vida é não sonhar mesmo, viver na realidade fria e cruel. Anti-social.  Não vou mentir, nem iludir a mim mesmo que as coisas estão bem e vou levar mesmo sabendo que sempre ficarão uma merda. Não sei o que me tornei, estou me procurando novamente, sozinho dessa vez, como sempre. Quero o Rafael que eu conheci.